Festejamos nossos padres nesse dia 4 de agosto. Bem sabemos que o sacerdócio não é uma honra, mas um chamado para a missão à evangelização “em nome de Deus e a favor do povo”. Reflitamos sobre o que é mesmo ser padre.
1) Ser padre é, antes de tudo, ser humano. Tirados dentre os homens, rodeados de fraquezas, homens do mundo. Assim são os padres. A ordenação não imuniza a pessoa do ministro das fraquezas humanas. Essa fraqueza não invalida a celebração nem impede fruto da graça. A indignidade do ministro não impede Cristo de agir, embora melhor seja a santidade de vida para o ministério sacerdotal. O Vaticano 2º prescreve seis qualidades humanas para o padre: bondade de coração, sinceridade, coragem, constância, cultivo da justiça e delicadeza. As atitudes dissonantes com estas virtudes e que desumanizam os ministros são: agressividade, inferioridade, medo, exibicionismo, dependência afetiva, gratificação sexual, dominação. Quando mais o padre é humanamente polido, melhor irá evangelizar. Enquanto pessoa humana, o padre precisa de amizade, compreensão, perdão, colaboração das pessoas. 2) Ser padre é ser cristão. A vocação mais importante é a santidade. Decorre daí que o padre é discípulo do Evangelho, um cristão com igual dignidade à dos demais cristãos. Para ser ordenado, o padre deve ser sobremaneira evangelizado. O padre é um homem cheio de graça que fala com Deus para falar de Deus. 3) Ser padre é ser consagrado. O sacerdote é ordenado para colaborar na ordenação do mundo, é representante de Jesus, o bom pastor é pontífice, é mestre da fé e testemunha da verdade. Nosso povo fica comovido vendo o padre rezar e se dedicar aos pobres, à libertação das injustiças como profeta do reino, servidor de todos. Todo padre está a serviço da nova humanidade em Cristo. Ele vem do coração de Deus para estar no coração do mundo, como presença do amor de Deus. Ser padre é ser parteiro da nova vida em Cristo. Parabéns e gratidão aos nossos padres.
JOÃO BACHMANN|Pároco da Catedral São Paulo Apóstolo
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